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Mães na Prostituição para Pagar Dívidas
Mães na Prostituição para Pagar Dívidas

É uma das consequências da crise económica e do agravamento do desemprego. O número de prostitutas nas ruas e em apartamentos está a aumentar assustadoramente em Portugal, sobretudo de mulheres casadas, entre os 30 e os 40 anos, e com filhos.

É uma das consequências da crise económica e do agravamento do desemprego. O número de prostitutas nas ruas e em apartamentos está a aumentar assustadoramente em Portugal, sobretudo de mulheres casadas, entre os 30 e os 40 anos, e com filhos.

prostituta de rua

“Vendo-me para dar de comer aos meus filhos. Vivo triste, escondida e amargurada”.

“Tem, de facto, aumentado muito o número de mulheres casadas na prostituição, que encontram nesta actividade a última e desesperada saída para o pagamento das suas contas e, quantas vezes, para dar de comer aos filhos”, disse Inês Fontinha, presidente da Associação Ninho, sublinhando que “na esmagadora maioria dos casos, os maridos não sabem que as suas mulheres se prostituem”.

Segundo Inês Fontinha, em causa está “uma situação terrivelmente preocupante”, uma vez que “as novas prostitutas são mulheres de classe média que perderam o emprego e que se encontram atoladas em dívidas”.

O aumento da prostituição tem-se verifi-cado sobretudo na rua e nos apartamentos, mas também nos chamados bares de alterne e clubes nocturnos, nas maiores cidades do País, como Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro e Braga.

“PARA DAR DE COMER AOS MEUS FILHOS”

Alzira (nome fictício) tem 37 anos, é casada e mãe de três filhos menores. Contabilista de profissão, tinha uma vivenda e dois carros de alta cilindrada. Em 2008 ficou desempregada, acontecendo o mesmo ao marido, um ano depois. Ficou sem a casa e sem os carros por não conseguir pagar os créditos. A família vive agora num pequeno apartamento mas, esgotadas todas as ajudas da família e dos amigos, não viu outra saída senão a prostituição.

“Vendo-me para dar de comer aos meus filhos” diz, acrescentando que vive “triste, escondida e amargurada”.




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