O que vale é que as crianças, com o seu espírito criativo, conseguem de certeza arranjar maneira de brincar nestas estranhas diversões.
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Fica a saber quais os riscos do “sexting” – A nova mania adolescente de distribuir imagens íntimas por telemovel e pela internet – e como ela alimenta a onda de vinganças digitais.

Há pouco mais de duas décadas atrás, quando um grupo de adolescentes se reunia no balneário da escola ou do ginásio, o máximo de erotismo a que eles tinham acesso era uma revista que mostrava fotos de mulheres com as mamas de fora. Nu frontal, só em publicações estrangeiras. Imagens de sexo explícito eram muito raras.
Hoje, quando o sinal do intervalo dispara e um grupo de alunos deixa a sala de aula para colocar em dia a conversa com os colegas, muitos têm algo bem mais picante para mostrar no visor do telemovel. O que os excita são as cenas de adolescentes nuas ou praticando sexo.
Não se trata de cenas sacadas da internet, mas gravadas por colegas e distribuídas por tecnologias a que todos os telemoveis hoje em dia têm acesso, como o Bluetooth. O fenómeno de se fotografar ou filmar a si próprio em momentos de intimidade e transmitir as imagens por mms ou bluetooth nasceu nos Estados Unidos, onde é chamado “sexting” – neologismo que une sex (sexo) e texting (a troca de mensagem pelo telefone). Em pouco tempo, a mania espalhou-se por todo o mundo.
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