Nélson Évora teve de ver para crer

Medalha de ouro. Assim que acordou foi confirmar os resultados da sua prova na Internet Foi a primeira coisa que fez quando acordou. Só dormira uma hora e meia e estava bem mais cansado do que em Osaka, quando se sagrou campeão do mundo. Mas nem assim abdicou de um hábito antigo: conferir os resultados das suas provas no dia seguinte à competição. “Faço-o sempre e aqui voltei a fazê-lo, claro”, disse ontem Nélson Évora ao DN. Em Pequim, como em Osaka, ligou-se à Internet e apreciou os resultados - 17,31 m; 17,56 m; nulo; 17,67 m… o número mágico que na véspera lhe valera o tÃtulo de campeão olÃmpico do triplo salto.
O estado português gastou
14 Milhões de Euros no “Projecto Pequim”
Crise olÃmpica. Presidente do COP assumiu ontem que os objectivos propostos no contrato-programa para Pequim falharam. O investimento do Governo não terá retorno em pódios A cinco dias do encerramento de Pequim 2008, o Comité OlÃmpico Português (COP) assumiu já a sua derrota. Vicente Moura não resistiu ao salto falhado de Naide Gomes, ao quarto lugar de Gustavo Lima, à s criticas de Vanessa Fernandes, à falta de brio de alguns atletas, ao ambiente de completa revolta instalado na comitiva e, sobretudo, à fuga das medalhas que o próprio prometeu ao PaÃs e ao Governo. É que por essa “promessa” (quatro medalhas e 60 pontos) o presidente do COP recebeu 14 milhões de euros, num contrato (”Projecto Pequim”) assinado em 2005.














