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França em Pré-Guerra Civil ?
França em Pré-Guerra Civil ?

Os ataques continuam, a população começa a revoltar-se e os suspeitos do ataque de ontem continuam em fuga, possivelmente a preparar novo golpe.

Já há vários detidos, relacionados com o trágico ataque de ontem ao Charlie Hebdo mas os cadáveres continuam a amontoar-se.

Os suspeitos foram localizados pela polícia, e parecem estar a dirigir-se de novo para Paris. Teme-se que planeiem um novo ataque, desta vez em maior escala, para morrerem também como mártires da sua causa.

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Hoje mais uma polícia foi morta a tiro no sul de Paris e outro funcionário municipal foi ferido. Começam a haver também ataques por parte da população revoltada a locais de culto muçulmano por toda a França.

Ataques contra Muçulmandos revelam amadorismo e falta de jeito:

Ainda na quarta-feira, em Port-la-Nouvelle, no Sul de França, houve dois disparos contra uma sala em que costumam rezar entre 30 a 50 muçulmanos, pelas 20h, já depois do fim das preces. Segundo as autoridades, um homem disparou duas vezes contra a porta com uma arma de baixo calibre, quebrando um vidro.

E em Les Mans, Noroeste, foram disparados tiros e lançadas granadas contra uma mesquita por volta da meia-noite de ontem, segundo a agência AFP citando fontes policiais. Uma das granadas explodiu e outras três foram encontradas intactas no interior da mesquita.

Às 6h desta quinta-feira houve uma explosão num restaurante de kebabs perto de uma mesquita em Villefranche-sur-Saône (perto de Lyon), segundo o diário Le Progrès. A explosão foi de origem criminosa e deixou destruída a vitrina do estabelecimento. “Acredito que isto acontecimento esteja ligado ao acontecimento dramático de quarta-feira”, disse o presidente da Câmara da localidade ao jornal. O incidente está a ser investigado pela polícia judiciária.

Polícia morta no sul de Paris

Uma polícia e um funcionário municipal foram atingidos por um homem com uma arma automática no Sul de Paris, no dia seguinte ao atentado no semanário satírico Charlie Hebdo, que fez 12 mortos, incluindo quatro cartoonistas. A agente da polícia morreu, o funcionário estava em estado crítico e o atirador fugiu.

A imprensa francesa especulava se poderia haver alguma ligação com as operações de busca dos dois principais suspeitos do ataque da véspera, Chérif Kouachi, de 32 anos, e o seu irmão Said, de 34, que continuam desaparecidos – um terceiro entregou-se entretanto à polícia.

Sete pessoas, homens e mulheres, foram entretanto detidos no âmbito destas operações, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro, Manuel Valls. Tratar-se-á, segundo o diário Libération, de pessoas próximas dos dois suspeitos, que as autoridades conheciam já de círculos extremistas e o mais novo, Chérif, tinha já sido condenado em 2008 a três anos de prisão por envio de jihadistas franceses para o Iraque. As autoridades não explicaram qual o local das detenções; a operação de buscas centrar-se-ia em Reims, a norte de Paris.

A nossa questão é esta: se já sabiam que estes filhos da puta eram extremistas e até já tinham prendido um deles por mandar jihadistas para o Iraque porque é que não os expulsaram do país? Se já sabiam disto tudo e não fizeram nada, o sangue dos que morreram está também nas mãos das autoridades.

As autoridades dizem que de momento não há indicações de ligações entre os disparos desta manhã e o ataque contra o Charlie Hebdo. A agente da polícia e o funcionário municipal desclocaram-se ao local após um acidente envolvendo um Clio, e foram então atingidos. O atacante está ainda em fuga; uma pessoa foi detida, mas aparentemente por semelhanças com o atirador.

Enquanto nos edifícios oficiais as bandeiras eram postas a meia-haste e se cumpriu um minuto de silêncio ao meio-dia (11h em Lisboa) pelo ataque do Charlie Hebdo, as informações sobre este novo caso iam surgindo a pouco a pouco. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, deixou a reunião de emergência que decorria no Eliseu sobre o ataque da véspera para se dirigir a Montrouge, o subúrbio no Sul de Paris onde ocorreram os disparos.

Um estudante de 19 anos na zona contou ao jornal Figaro como acordou com o barulho de tiros. “Depois ouvi um grito muito alto: ‘apanhem-no’, e mais dois tiros”, descreveu o estudante, que mora no cruzamento entre a avenida Pierre Brossolette e a rua Gabriel Péri. Segundo outros testemunhos citados pela emissora RTL, o atirador estava vestido de preto e parecia ter um colete à prova de bala.

Ataque final?

A polícia concentra agora as buscas sobre os dois irmãos, Chérif e Said Kouachi. Ambos foram localizados na Estrada Nacional 2, na região de Aisne, no Norte do país, de acordo com testemunhas ouvidas pelo jornal Le Parisien. Os suspeitos encontravam-se a bordo do mesmo veículo no qual abandonaram Paris, um Clio branco com a matrícula tapada, ao fim da manhã de quarta-feira, minutos depois do atentado.

Os suspeitos deslocam-se na direcção de Paris, segundo fontes policiais, temendo-se que possam tentar um novo ataque na capital francesa.

Os homens foram vistos numa estação de serviço e foram identificados pelo gerente, que contactou a polícia. A testemunha afirmou que ambos estavam mascarados e ainda dispunham do armamento com que executaram o ataque.

Helicópteros sobrevoam a região, a cerca de 80 quilómetros a Nordeste de Paris, e unidades do GIGN – uma força de intervenção especial das Forças Armadas – encontram-se nas imediações. O Presidente francês, François Hollande, está a seguir a operação policial na sede da polícia de Paris, de acordo com o Le Figaro.


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Categoria/s: Curiosidades